Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$controls is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 53

Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the dynamic-content-for-elementor domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/new7/provida.new7.dev/wp-includes/functions.php on line 6260

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$extensions is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 54

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$page_settings is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 55

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$settings is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 56

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$api is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 58

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$templatesystem is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 59

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$license is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 60

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$widgets is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 61

Deprecated: Creation of dynamic property DynamicContentForElementor\Plugin::$stripe is deprecated in /home/new7/provida.new7.dev/wp-content/plugins/dynamic-content-for-elementor/core/plugin.php on line 62
O direito de decidir – Pró-Vida de Anápolis

(Escolhe a vida, para que vivas – Dt 30,19)

cobraQuem ofereceu por primeiro à mulher o direito de “decidir” não foram as feministas; foi Satanás. Naquele paraíso ela e seu marido tinham plena liberdade. Mas não podiam chamar o mal de bem nem chamar o bem de malPanfleto feministaA serpente ofereceu à mulher uma autonomia (falsa) de “ser como Deus” (Gn 3,5), decidindo por si mesma o que é o bem e o mal, sem seguir os ditames do Criador. Esse direito de “decidir” ela obteria comendo do fruto de uma árvore chamada “do conhecimento do bem e do mal”, o único que Deus havia proibido comer. O resultado dessa desobediência foi a vergonha e a morte.

 


 

 AnunciacaoPBUma virgem chamada Maria, da cidade de Nazaré, recebeu do anjo Gabriel a notícia de que conceberia e daria à luz um filho, o “Filho do Altíssimo” (Lc 1,32), “Filho de Deus” (Lc 1,35). A única interrogação dela foi quanto à sua virgindade: “Como é que vai ser isso se eu não conheço homem algum?” (Lc 1,34). Esclarecido que ela conceberia pelo poder do Espírito Santo, Maria disse: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Essa obediência trouxe-nos a Salvação e a Vida.

 


 

 Obedecer: nossa única decisão

Cristo, ao entrar no mundo, afirmou: “Eis-me aqui – no rolo do livro está escrito a meu respeito – eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,7).

Obedecer ao Pai era o alimento de Jesus: “Tenho para comer um alimento que não conheceis… Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (Jo 4,32.34).

No discurso da sinagoga de Cafarnaum, ele afirma: “Desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6,38).

Essa contínua obediência ao Pai faz com que Jesus permaneça no seu amor: “Se observais meus mandamentos, permanecereis no meu amor, como eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15,10). Em seguida, ele aponta a alegria como fruto dessa obediência:

Eu vos digo isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” (Jo 15,11).

No dia do Batismo, tomamos, por nós mesmos ou por outros, a nossa decisão fundamental e definitiva: renunciar a Satanás, a todas as suas obras, a todas as suas seduções, tomar a própria cruz e seguir a Jesus (Mt 16,24).

Maria Santíssima, feliz por ter gerado e amamentado o Senhor (Lc 11,27), é mais feliz por ter ouvido e observado a palavra de Deus (Lc 11,28).

A obediência a Deus é fonte de uma contínua alegria, que os desobedientes desconhecem.

 


 

 A dura escravidão à vontade própria

Jesus, “obediente até a morte” (Fl 2,8), é livre e veio libertar-nos: “Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres” (Jo 8,36). Ele nos convida a entrar “na liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8,21).

A perfeita fidelidade às promessas do Batismo – e, por conseguinte, a perfeita liberdade – é, porém, algo a ser conquistado. Vejamos este trecho do Diário da Irmã Faustina Kowalska:

Faustina KowalskaEm determinado momento pediram-me orações por certa alma. Resolvi fazer logo uma novena à misericórdia do Senhor e a essa novena ajuntei uma mortificação, isto é, usar a correntinha em ambos os pés durante a Santa Missa. Já me exercitei por três dias nessa mortificação; quando fui me confessar e disse ao diretor espiritual que com permissão presumida empreendi essa mortificação, pensei que o diretor espiritual não teria nada contra isso, e, no entanto, ouvi o contrário, isto é, que sem permissão nada fizesse sozinha. Ó meu Jesus, novamente a arbitrariedade, mas não desanimo com minhas quedas, sei bem que sou miserável. Por razões de saúde não recebi a autorização, e admirou-se o diretor espiritual como eu podia, sem sua permissão, exercitar-me em mortificações maiores. Pedi perdão pela minha arbitrariedade, ou antes por me guiar por permissões presumidas, e pedi que trocasse por outra. O diretor espiritual trocou por uma mortificação interior, isto é, que durante toda a Santa Missa eu deveria refletir por que Nosso Senhor recebeu o batismo. Essa meditação não era uma mortificação para mim, pois pensar em Deus é um deleite e não mortificação, mas havia aí a mortificação da vontade, por estar fazendo não o que é do meu agrado, mas o que me foi mandado, e nisso consiste a mortificação interior. Quando me afastei do confessionário e comecei a cumprir a penitência, ouvi estas palavras: Concedi a graça àquela alma pela qual me pediste, mas não pela tua mortificação, que tu mesma escolheste, mas apenas pelo ato de obediência total diante do meu Representante dei a graça a essa alma pela qual me pediste e para a qual suplicaste misericórdia. Sabe que, quando mortificas em ti a vontade própria, então a Minha vontade reina em ti (Diário, n. 364-365).

Durante um retiro de oito dias, após uma conferência, Santa Faustina ouviu estas palavras:

Eu estou contigo. Neste retiro confirmar-te-ei na paz e na coragem, para que não te faltem forças para cumprir os Meus planos. Por isso, nesse retiro riscarás por completo sua vontade própria, e em compensação cumprir-se-á em ti toda a Minha vontade. Sabe que isso te custará muito, por isso escreve numa folha em branco estas palavras: “A partir de hoje não existe em mim vontade própria” e risca-a; e no outro lado escreve estas palavras: “A partir de hoje cumprirei a vontade divina em toda parte, sempre em tudo”. Não te assustes com nada, o amor te dará forças e facilitará o cumprimento (Diário n. 372).

Assim fez a santa, que deixou anotada esta observação:

“No momento em que me ajoelhei para riscar a vontade própria, como o Senhor me mandou, ouvi na alma esta voz: A partir de hoje não tenhas medo do juízo de Deus, porque não serás julgada” (Diário n. 374).

 


 

 Comigo ou contra mim

Quem não está a meu favor está contra mim, e quem não ajunta comigo dispersa” (Lc 11,23). A mulher grávida que “decidiu” praticar um aborto, o homem casado que “decidiu” divorciar-se para tentar uma nova aventura, o padre que “decidiu” abandonar o sacerdócio para viver como leigo, todos estes nada mais são do que desertores do compromisso assumido com Cristo.

Após o Batismo, e mais ainda após a Confirmação, o Matrimônio, a Ordem ou a profissão religiosa, todas a decisões devem orientar-se para o cumprimento da Vontade Divina em nós. Nosso parecer deve, sempre que possível, submeter-se ao de um superior (de preferência um diretor espiritual) para termos a garantia de estarmos fazendo a vontade de Deus. O batizado não tem mais o direito de escravizar-se à própria vontade.

 


 

 O direito de obedecer

Columba MarmionDom Columba Marmion (1858-1923), monge beneditino beatificado no ano 2000 pelo papa São João Paulo II, dá de si mesmo este testemunho:

Antes de ser monge, não podia fazer aos olhos do mundo melhor coisa do que aquilo que (como sacerdote diocesano) já fiz. Era professor, tinha o que se chama uma boa posição, sucesso e muitos amigos que me apreciavam. Tinha mesmo tudo para me fazer santo. Mas faltava-me uma grande graça: a de poder sempre obedecer. Então refleti e rezei, e DEUS me fez ver a beleza e a grandeza da obediência. A obediência é a única garantia para ter a certeza de cumprir sempre a vontade de DEUS. Por isso deixei a minha pátria (Irlanda), distanciei-me da minha liberdade e de todo o resto, para me fazer mongeTer um superior a quem obedecer, ter um diretor espiritual com quem se aconselhar, viver sempre sob a tutela de alguém que representa Deus, eis um tesouro escondido, encontrado por poucos, fonte de grande paz e alegria.

 


 

 A escravidão por amor

A renúncia à vontade própria e a entrega total de si mesmo a Jesus Cristo pelas mãos de Maria é a essência da devoção mariana ensinada por São Luís Maria Grignion de Montfort.

S Joao PauloII2São João Paulo II explica como essa “escravidão por amor” não contradiz, mas consolida a liberdade de filhos de Deus:

A escravidão de amor deve ser interpretada à luz do admirável intercâmbio entre Deus e a humanidade no mistério do Verbo encarnado. É um verdadeiro intercâmbio de amor entre Deus e a sua criatura na reciprocidade da doação total de si. ‘O espírito desta devoção… é tornar a alma interiormente dependente e escrava da Santíssima Virgem e de Jesus por meio dela’ (Segredo de Maria, 44). Paradoxalmente, este ‘vínculo de caridade’, esta ‘escravidão de amor’ torna o homem plenamente livre, com a verdadeira liberdade dos filhos de Deus (cf. Tratado sobre a verdadeira devoção, 169). Trata-se de se entregar totalmente a Jesus, respondendo ao Amor com que Ele nos amou primeiro. Qualquer pessoa que viver neste amor pode dizer como São Paulo: ‘Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim’ (Gl 2, 20) 

Anápolis, 6 de dezembro de 2021.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz